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Juízes do TRT24, Déa e Boris, são vencedores do Prêmio Conciliar é Legal do CNJ

Conselheiros do CNJ participam de Sessão Plenária para entrega de premiação

Os juízes do Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região, Déa Brandão Cubel Yule e Bóris Luiz Cardozo de Souza, são vencedores da XI edição do Prêmio Conciliar é Legal, que reconhece as práticas de sucesso de conciliação pelos tribunais de todo o país, estimulando a criatividade e disseminando a cultura da pacificação. O prêmio, realizado pelo Conselho Nacional de Justiça desde 2010, foi entregue hoje (9), durante Sessão Plenária do CNJ.

O TRT24 ganhou o prêmio no eixo Boas Práticas, na categoria "Instrutores de Mediadores e Conciliadores" com a prática "Jovens Mediadores", curso ministrado pelos juízes Déa Yule e Boris de Souza. A iniciativa vencedora tem como objetivo estimular o protagonismo dos estudantes de Direito na condição de potenciais advogados, por meio da aprendizagem de técnicas que lhes permitam atuar positivamente na gestão dos conflitos em sua vida profissional e pessoal, diminuindo a judicialização dos conflitos.

"Esse projeto apresenta um modelo transformativo nas relações sociais de nossos jovens estudantes, fomentando uma mudança de paradigma por meio do empoderamento pessoal para uma gestão positiva e pacífica de conflitos. Isso nos engrandece enquanto ser humano e instituição. Poder compartilha-lo a nível nacional é uma imensa alegria para nós", comemorou a juíza Déa Yule.

"Estamos muito felizes ao elevarmos o nome do nosso Tribunal em âmbito nacional e ao sermos premiados por realizarmos o trabalho que tanto adoramos", assegurou o juiz Bóris de Souza.

O Presidente do TRT/MS, desembargador Amaury Rodrigues Pinto Junior, parabenizou a vitória. "É um reconhecimento do trabalho primoroso que vem sendo desempenhado pelos juízes Déa e Boris, mas também é uma grande conquista para o nosso tribunal que, apesar de ser um dos menores TRTs do país, vem se despontando em âmbito nacional pela realização de boas práticas".

Projeto vencedor
A primeira edição do Projeto Jovens Mediadores foi realizada presencialmente em setembro de 2019. No ano passado, foram organizados dois encontros telepresenciais. Mais de 200 estudantes de Mato Grosso do Sul já participaram do projeto social que atua pelo fomento da cultura da paz, alinhado à agenda 2030 da ONU, em especial no que diz respeito a promoção de sociedade pacíficas e inclusivas, proporcionando o acesso à justiça para todos.

O curso tem a validação do NUPEMEC-JT (Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Disputas) e apoio da Escola Judicial do TRT24. Entre os conteúdos abordados estão Políticas Públicas de Tratamento Adequado dos Conflitos, uso de técnicas de mediação, da psicologia positiva aplicada e comunicacional CNV (Comunicação Não Violenta).

Estímulo à conciliação

Durante a solenidade, o presidente da Comissão Permanente de Solução Adequada de Conflito, Henrique Ávila, destacou a dificuldade dos tribunais atuarem no ano passado, em função da pandemia de Covid-19, e elogiou os esforços do Poder Judiciário para diminuir o acervo processual por meio da mediação. "É uma das mais importantes soluções para que nós tratemos mais adequadamente dos litígios do nosso dia a dia. A melhor solução não está na sentença judicial, mas numa solução mais pacífica e autocompositiva", afirmou o conselheiro do CNJ.

O Prêmio Conciliar é Legal tem como objetivo identificar, disseminar e estimular ações de modernização na Justiça, sobretudo, aquelas que contribuem para a pacificação de conflitos por meio da conciliação e da mediação. Podem concorrer: tribunais, magistrados, servidores, instrutores de mediação e conciliação, instituições de ensino, professores, estudantes, advogados, usuários da Justiça, empresas ou qualquer ente privado, mediante a apresentação de práticas autocompositivas executadas individualmente ou em grupo.